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terça-feira, 23 de novembro de 2010

quinta parte do conteúdo de geografia do primeiro ano

COMBUSTÍVEIS FÓSSEIS (PRIMEIRO ANO - SALA DE AULA)
escrito em quinta 03 abril 2008 20:53


OS COMBUSTÍVEIS FÓSSEIS

Existem três grandes tipos de combustíveis fósseis: o carvão, o petróleo e o gás natural. Os três foram formados há milhões de anos atrás na época dos dinossauros, daí o nome de combustível fóssil.
Os combustíveis fósseis são resultado de um processo de decomposição das plantas e dos animais.
As plantas armazenam a energia recebida do sol transformando-a no seu próprio alimento. A este processo chama-se fotossíntese. Por sua vez, os animais comem as plantas para adquirirem energia. Finalmente, as pessoas comem os animais e as plantas para obter a energia necessária para trabalhar.
Quando as plantas, dinossauros e outras criaturas morreram, a terra decompôs os seus corpos enterrados, camada por camada, debaixo da terra. São necessários dois milhões de anos para que estas camadas de matéria orgânica se transformem em pedra preta e dura, a que chamamos o carvão, num líquido negro, que chamamos de petróleo, ou ainda no gás natural.
Cada um dos combustíveis fósseis é extraído de diferente maneira. O carvão retira-se de minas profundas através da escavação.
As companhias petrolíferas extraem o petróleo escavando poços muito fundos. O petróleo é então bombeado e trazido para a superfície terrestre (tal como o furo de água existente em algumas das casas campestres). Normalmente são transportados em tanques e barcos próprios até chegar á maioria dos países do mundo (é o que acontece em Portugal, pois quase todo o petróleo é exportado). O petróleo tem de ser transformado ou refinado noutros produtos antes de ser usado.
Refinarias
O petróleo é armazenado em grandes tanques antes de ser distribuído pelo mundo.
Existem muitos produtos que derivam do petróleo, como por exemplo, os fertilizantes para a agricultura, roupas de naylon, a pasta de dentes, as garrafas e canetas de plástico, etc. Quase todos os plásticos têm origem no petróleo.
Nas refinarias o petróleo bruto é separado em vários produtos pelo aquecimento deste espesso combustível. Estes produtos são: a gasolina, o gasóleo, o combustível dos aviões, os óleos, etc.
O Gás Natural
O gás natural é mais leve que o ar, sendo constituído maioritariamente por metano. O metano é um composto químico simples constituído por átomos de carbono e hidrogênio. A sua fórmula química é o CH4. Este gás é altamente inflamável e encontra-se em reservatórios subterrâneos perto do petróleo. Desta forma é bombeado e transportado de forma semelhante à do petróleo.
O gás natural não tem odor nem pode ser visto, por isso, antes de ser canalizado por tubos até aos tanques de armazenamento, mistura-se um químico que lhe confere um forte odor parecido com ovos podres. Assim, é facilmente identificada um vazamento de gás.
O gás armazenado nos tais tanques é distribuído através de tubos até as nossas casas, fábricas e centrais elétricas servindo de combustível para produzir electricidade.
Preservação dos combustíveis fósseis
Os combustíveis fósseis demoram dois milhões de anos para se formarem. Atualmente os humanos gastam desmesuradamente recursos que se formaram a mais de 65 milhões de anos, no tempo dos dinossauros. Uma vez esgotados não é possível fabricá-los e temos que esperar muito tempo para voltarem a existir. Assim, é melhor preservá-los e poupá-los antes que esgotem. Eles não se renovam nem se fabricam. Portanto são também conhecidos como combustíveis não renováveis, ou fontes energéticas não renováveis.
Revisão do assunto
1- Os combustíveis fósseis estão em formação desde o tempo dos dinossauros, quando plantas e animais morreram. A sua matéria orgânica decompôs-se gradualmente ao longo dos anos até se transformar em carvão, petróleo e gás natural.
2- Os combustíveis fósseis encontram-se normalmente no subsolo e são extraídos de minas (é o caso do carvão) ou como o petróleo e gás natural retirados através de uma bomba de pressão dos poços petrolíferos.
3- O petróleo é transportado por tubos largos ou em grandes distâncias por navios petrolíferos para locais onde vai ser transformado noutros produtos.
4- Muitos produtos como o plástico e fertilizantes derivam do petróleo.
5- O gás natural pode ser encontrado perto do petróleo.
6- Este gás é transportado por uma série de tubos até chegar às nossas casas, escolas e empresas.
7- Os combustíveis fósseis não são renováveis nem podem ser fabricados, o melhor é a sua preservação.

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O TEMPO GEOLÓGICO (PRIMEIRO ANO - SALA DE AULA)
escrito em segunda 10 março 2008 21:29


















PARA AMPLIAR A TABELA ACIMA, SELECIONE A IMAGEM COM O CURSOR.
A Magnitude do Tempo Geológico

Mesmo hoje a quantidade real de tempo geológico decorrido, visto que é tremendamente grande, significa pouco, sem qualquer base de comparação. Para este fim, têm sido inventados numerosos esquemas nos quais, eventos geológicos chaves são localizados proporcionalmente, em unidades de comprimento ou tempo atuais, de modo a tornar o tempo geológico um tanto mais compreensível.
Comprimam-se. Por exemplo, todos os 4,5 bilhões de anos do tempo geológico em um só ano. Nesta escala, as rochas mais antigas reconhecidas datam de março. Os seres vivos apareceram inicialmente nos mares em maio. As plantas e animais terrestres surgiram no final de novembro e os pântanos, amplamente espalhados que formaram os depósitos de carvão pensilvanianos, “floresceram” durante cerca de quatro dias no início de dezembro. Os dinossauros dominaram nos meados de dezembro, mas desapareceram no dia 26, mais ou menos na época que as montanhas rochosas se elevaram inicialmente. Criaturas humanóides apareceram em algum momento da noite de 31 de dezembro, e as recentes capas de gelo continentais começaram a regredir da área dos Grandes lagos e do norte da Europa a cerca de 1 minuto e 15 segundos antes da meia-noite do dia 31. Roma governou o mundo ocidental por 5 segundos, das 23h: 59mim: 45s até às 23h: 59mim: 50s. Colombo descobriu a América 3 segundos antes da meia-noite, e a ciência da geologia nasceu com os escritos de James Hutton exatamente há mais que 1 segundo antes do final de nosso movimentado ano dos anos.
Os especialistas interessados na idade total da Terra comumente consideram o princípio quando a Terra alcançou sua presente massa. Provavelmente, este era o mesmo ponto em que a crosta sólida da Terra se formou de início, mas não se tem rochas que datem deste tempo inicial. Na verdade, as evidências atualmente disponíveis sugerem que nenhuma rocha permaneceu do primeiro bilhão de anos, mais ou menos, da história da Terra. Antes do princípio, processos cósmicos desconhecidos estavam produzindo a matéria, como a conhecemos hoje, para a Terra e para o nosso sistema solar. Este intervalo incluímos no tempo cósmico. É o tempo, desde o início da Terra, que constitui propriamente o tempo geológico.

A divisão do Tempo Geológico
As primeiras pessoas que tentaram entender as relações geológicas de unidades de rochosas foram os mineiros. A mineração era de interesse comercial desde o tempo dos romanos, mas não foi até 1500 e 1600 que estes esforços produziram um interesse em relações de rochas locais.
Notando as relações entre as diferentes unidades de rochas, Nicolaus Steno, em 1669 descreveu dois princípios básicos da Geologia. O primeiro que as rochas sedimentares são depositadas de forma horizontal, e o segundo que as unidades de rochas mais jovens foram depositadas sobre unidades de rochas mais antigas. Um conceito adicional foi introduzido por James Hutton em 1795, e depois enfatizado por Charles Lyell antes de 1800. A idéia era que processos geológicos naturais eram uniformes em freqüência e magnitude ao longo de tempo, essa idéia conhecida como "Princípio do Uniformitarismo".
Os princípios de Steno permitiram os trabalhadores nos anos1600-1700 começarem a reconhecer as sucessões de rochas. Porém, as rochas eram descritas localmente pela cor, textura, ou até mesmo pelo cheiro, comparações entre sucessões de rochas de diferentes áreas não eram freqüentemente possíveis. O uso de fósseis foi o que permitiu os trabalhadores correlacionarem áreas geograficamente distintas. Esta contribuição foi possível porque os fósseis eram encontrados em amplas regiões da crosta terrestre.
A outra maior contribuição para a compreensão do tempo geológico veio dos agrimensores, construtores de canais e geólogos amadores da Inglaterra. Em 1815, Smith produziu um mapa geológico da Inglaterra no qual ele demonstrou a validade do princípio da sucessão faunística. Este princípio simplesmente declarava que os fósseis seriam encontrados nas rochas numa ordem muito definida. Este princípio conduziu outros que se seguiram a usarem os fósseis para definir incrementos dentro do tempo relativo.
A história da terra está hierarquicamente segmentada em divisões para descrever o tempo geológico. Com unidades crescentes de tempo, as divisões geralmente aceitadas são eon, era, período, época e idade. Na escala do tempo mostrada, são representados só os dois níveis mais altos desta hierarquia. O Eon de Fanerozóico representa o tempo durante o qual a maioria de organismos macroscópicos, algas, fungos e plantas viveram.
Quando foi proposta a primeira divisão de tempo geológico, começando pelo Fanerozóico (aproximadamente 540 milhões de anos ) pensava-se que o mesmo coincidia com o começo de vida. Em realidade, esta coincidia com o aparecimento de animais que eram envolvidos por esqueletos externos, como conchas e alguns animais mais recentes com esqueletos internos, tais como os elementos ósseos.
O tempo antes do Fanerozóico normalmente era chamado Pré-cambriano, o que qualifica como um " eon " ou " era ".
Em todo caso, o Eon Pré-cambriano normalmente é dividido nas três eras: Hadeano, Arqueano e Proterozóico. O Fanerozóico possui três divisões principais: as eras Cenozóico, Mesozóico e Paleozóico.
O " Zoic " vem de "Zoo" que significa animal. Esta é a mesma raiz como nas palavras Zoologia e Parque Zoológico (ou Jardim zoológico). "Cen " quer dizer recente, "Meso" quer dizer meio, e "Paleo" quer dizer antigo.
Estas divisões refletem as principais mudanças na composição das faunas antigas, cada era sendo reconhecida por dominação por um grupo particular de animais. O Cenozóico, às vezes foi chamado a " Idade de Mamíferos ", o Mesozóico a "Idade de Dinossauros" e o Paleozóico a " Idade de Pesca ". Esta é uma visão demais simplificada que tem pouco valor . Por exemplo, outros grupos de animais viveram durante o Mesozóico. Além dos dinossauros, animais como mamíferos, tartarugas, crocodilos, rãs, e variedades incontáveis de insetos também viveram na terra.
Adicionalmente, havia muitos tipos de plantas que viveram no passado e já não vivem hoje. Floras antigas também passaram por grandes mudanças, e nem sempre nos mesmos momentos em que os grupos animais mudaram.

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AGENTES MODELADORES DO RELEVO (PRIMEIRO ANO - SALA DE AULA)
escrito em segunda 10 março 2008 14:48






AGENTES MODELADORES DO RELEVO
tectonismo
O tectonismo, também conhecido por diastrofismo, consiste em movimentos decorrentes de pressões vindas do interior da Terra, agindo na crosta terrestre. Quando as pressões são verticais, os blocos continentais sofrem levantamentos, abaixamentos ou sofrem fraturas ou falhas. Quando as pressões são horizontais, são formados dobramentos ou enrugamentos que dão origem às montanhas. As conseqüências do tectonismo podem ser várias, como por exemplo a formação de bacias oceânicas, continentes, platôs e cadeias de montanhas.

vulcanismo
É a ação dos vulcões. Chamamos de vulcanismo o conjunto de processos através dos quais o magma e seus gases associados ascendem através da crosta e são lançados na superfície terrestre e na atmosfera. Os materiais expelidos podem ser sólidos, líquidos ou gasosos, e são acumulados em um depósito sob o vulcão, até que a pressão faça com que ocorra a erupção. As lavas escorrem pelo edifício vulcânico, alterando e criando novas formas na paisagem. A maioria dos vulcões da Terra está concentrada no Círculo de Fogo do Pacífico, desde a Cordilheira dos Andes até as Filipinas.

abalos sísmicos ou terremotos
Um terremoto ou sismo é um movimento súbito ou tremor na Terra causado pela liberação abrupta de esforços acumulados gradativamente. Esse movimento propaga-se pelas rochas através de ondas sísmicas (que podem ser detectadas e medidas pelos sismógrafos). O ponto do interior da Terra onde se inicia o terremoto é o hipocentro ou foco. O epicentro é o ponto da superfície terrestre onde ele se manifesta. A intensidade dos terremotos é dada pela Escala Richter, que mede a quantidade de energia liberada em cada terremoto.

intemperismo - agente esculpidor
O intemperismo, também conhecido como meteorização, é o conjunto de processos mecânicos, químicos e biológicos que ocasionam a desintegração e a decomposição das rochas. A rocha decomposta transforma-se em um material chamado manto ou regolito. No caso da desintegração mecânica (ou física), as rochas podem partir-se sem que sua composição seja alterada. Nos desertos, as variações de temperatura acabam partindo as rochas, assim como nas zonas frias, onde a água se infiltra nas rachaduras das rochas.

NÃO ESQUEÇA!
epirogênese: São movimentos de longa duração geológica, como o soerguimento lento da península escandinávia ou o rebaixamento progressivo da fachada litorânea da Holanda. Os padrões de modelagem da superfície terrestre são modificados pela epirogênese. O levantamento de extensas áreas continentais muda a configuração da drenagem dos rios. O arqueamento torna os deníveis mais acentuados e provoca aumento da velocidade das águas e do trasporte de detritos, intensificando a erosão. Por outro lado, as bacias formadas no interior dos continentes, por rebaixamento epirogênico, recebem os sedimentos transportados das áreas mais elevadas.

orogênese: São movimentos de curta duração, como o erguimento das cadeias montanhosas do período terciário. Eles atuam sobre zonas de instabilidade da crosta, nos limites das placas tectônicas. Ao contrário da epirogênese, que resulta de pressão vertical, a orogênese resulta da pressão horizontal exercida pelo choque das placas, resultando em dobras e falhas.
DOBRAS: As dobras acontecem devido a fortes pressões exercidas em terrenos pouco resistentes e plásticos.
FALHAS: São fraturas que formam-se em áreas onde as rochas são rígidas e resistentes às forças internas e "quebram-se" em vez de dobrar.

transgressões e regressões marinhas
Denomina-se transgressões marinhas a invasão de superfícies continetais pelas águas oceânicas. Elas podem ser provocadas por epirogênese negativa, ou seja, pelo rebaixamento de blocos continetais, ou por aquecimento global e conseqüente derretimento de porções das geleiras polares. As regressões marinhas, ao contrário, provocam a emersao de superfície originalmente recobertas pelo mar, e são causadas por movimentos epirogênicos negativos ou pelo esfriamento global.
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A ORIGEM DOS CONTINENTES E AS PLACAS TECTÔNICAS (PRIMEIRO ANO - SALA DE AULA)
escrito em quarta 05 março 2008 17:37


O Vídeo do programa MUNDO DE BEAKMAN demonstra, com muito bom humor, como as PLACAS TECTÔNICAS se movimentam e modificam a CROSTA da Terra.


FORMAÇÃO DA TERRA
Duas teorias, que se complementam, explicam as etapas do processo de formação dos continentes atuais.
- A TEORIA DA DERIVA DOS CONTINENTES, defendida pelo geofísico alemão Alfred Wegener, em 1912.
- A TEORIA DAS PLACAS TECTÔNICAS, que comprovou e explicou melhor a teoria da deriva dos continentes. Foi desenvolvida na década de 1960 pelos geólogos americanos Harry Hess e Robert Dietz.

TEORIA DA DERIVA CONTINENTAL
Teoria intuitiva, afirma que os continentes, que um dia formaram um único grande bloco continental (PANGÉIA), estão se distanciando uns dos outros. Mas não explica como ocorre este distanciamento dos continentes.

A TEORIA DAS PLACAS TECTÔNICAS
Esta teoria complementa a teoria da DERIVA DOS CONTINENTES porque explica como isto ocorre. Depois da descoberta de que as rochas situadas no centro do assoalho submarino são mais recentes do que as que se encontram nas bordas continentais, chegou-se a conclusão de que verdadeiras "esteiras rolantes"submarinas são responsáveis pela movimentação das placas tectônicas.
COMO ISSO OCORRE?
Ao longo das grandes cordilheiras submarinas (DORSAIS OCEÂNICAS), abrem-se fendas por onde passa o material magmático que, após o resfriamento, forma uma nova crosta, causando a expansão do fundo do mar.
Segundo a teoria das PLACAS TECTÔNICAS, a crosta terrestre está dividida em placas, de espessura média de 150 Km, que flutuam sobre um substrato pastoso - a ASTENOSFERA.
É justamente na região de encontro entre uma placa e outra que ocorrem os fenômenos de movimento das placas e as conseqüentes modificações na crosta terrestre.
Os limites das placas tectônicas estão em movimento. Cada tipo de movimento possui um determinado movimento.
Limites convergentes
São regiões onde as placas tectônicas convergem e colidem. Geralmente, uma delas mergulha por debaixo da outra que retorna à ASTENOSFERA.
Limites divergentes
Nas áreas onde as placas estão em processo de separação, o material magmático escapa pelas fendas que se abrem no revestimento externo da Terra e forma-se um novo assoalho oceânico. São as cristas em expansão.
Limites transformantes
Nestes casos não há convergência nem divergência de placas. As placas se resvalam, ou seja, seus blocos de rochas se atritam, podendo causar grandes terremotos na superfície terrestre.
* E por falar em TERREMOTOS, assistam o vídeo anexado a este artigo. Com bom humor, o programa "MUNDO DE BEAKMAN" demonstra como funciona o fenômeno de abalo sísmico.
* Não deixe de assistir também o vídeo "A FORMAÇÃO DO PLANETA TERRA".

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GEOMORFOLOGIA E RECURSOS MINERAIS (03/03/2008) (PRIMEIRO ANO - SALA DE AULA)
escrito em quarta 05 março 2008 13:45












GEOMORFOLOGIA E RECURSOS MINERAIS
O PLANETA TERRA

* Assista ao vídeo "A FORMAÇÃO DA TERRA EM TRÊS MINUTOS".

A teoria mais aceita pela comunidade científica para explicar o surgimento do planeta Terra é baseada na idéia da origem por agregação.
EXPLICAÇÃO:
- A Terra se formou por agregação da poeira cósmica, aquecendo-se depois por meio de violentas reações químicas.
- A agregação cósmica (planetesimal) foi provocada por colisões incessantes, motivadas pela atração gravitacional, cerca de 4,6 bilhões de anos.
- A dissipação da energia cinética provocada pelas colisões liberou calor, ativando o aquecimento dos materiais que formariam o planeta. O aumento da força gravitacional possibilitou a retenção de gases formados pelos impactos e a constituição de uma atmosfera primitiva.
- Os elementos químicos mais pesados foram atraídos (pela força da gravidade) para o centro da Terra, enquanto os mais leves ficaram na superfície.
O modelo da estrutura interna da Terra distingüe três grandes camadas concêntricas, separadas entre si por descontinuidades (Fronteiras que demarcam mudanças na densidade e composição dos materiais).
- NÚCLEO
- MANTO
- CROSTA

NÚCLEO
- É constituído por níquel e ferro.
- núcleo interno (estado sólido devido a pressão 3 milhões de vezes maior que a pressão ao nível do mar)
- núcleo externo em estado líquido.

MANTO
- Encontra-se quase todo em estado pastoso.
- movimenta-se pelo processo de convecção.
- As pertubações geológicas atingem a crosta, como os terremotos e o vulcanismo, resultado da pressão exercida pelo magma em movimento.

CROSTA
- Dividida em Crosta Continental (seca) e Crosta Oceânica (submersa).
- A crosta continetal é, por sua vez, formada pela Crosta Superior e Crosta Inferior.
- A crosta oceânica é formada constituída por formações basálticas em sua parte externa, portanto chamada de Camada Basílica. A parte inferior da crosta oceânica é denominada Camada Oceânica.

A CROSTA E AS ROCHAS
A crosta é formada por rochas. As rochas são agrupamentos de minerais. Minerais são compostos de elementos químicos. Elas são encontradas em estado sólido, ainda que não necessariamente duras e compactas.
Os quatro mais importantes grupos de minerais: MINERAL MÁFICO, MICA, FELDSPATO e QUARTZO. 90% das rochas encontradas na crosta terrestre são formadas pela mistura destes quatro grupos de minerais.
Rochas magmáticas, ígneas ou cristalinas - Formadas pelo resfriamento e solidificação do magma originado no interior do planeta. Quando este magma se resfria no interior da crosta, a rocha resultante é chamada ROCHA INTRUSIVA OU PLUTÔNICA. Se o magma se solifica em contato com a atmosfera a rocha originada será denominada ROCHA EXTRUSIVA OU VULCÂNICA. São exemplos de ROCHAS MAGMÁTICAS - Basalto e Obsidiana.
Rochas sedimentares - São formadas através da compactação de sedimentos oriundos da erosão, transporte e deposição de minerais.
Formação da rochas sedimentares: EROSÃO das rochas e despreendimento de sedimentos (minerais) - TRANSPORTE de sedimentos - deposição e compactação (SEDIMENTAÇÃO) dos minerais formando uma nova estrutura rochosa.
Exemplos de ROCHAS SEDIMENTARES - Areia, Calcário, Xisto
Rochas metamórficas - Rochas metamórficas são originalmente formações rochosas ïgneas, sedimentares ou mesmo metamórficas, que pela ação do calor e da pressão no interior da Terra adiquirem outra estrutura. Exemplos de ROCHAS METAMÓRFICAS - Mármore (Proviniente de alterações estruturais do Calcário) e Ardósia (Originária de alterações estruturais na rocha Xisto).

O CICLO DAS ROCHAS
As rochas magmáticas, sedimentares e metamórficas sofrem influência do dinamismo dos fenômenos que alteram a crosta terrestre. Erosão, metamorfismo, transporte, sedimentação, diagenese (processos de formação das rochas sedimentares - como a cimentação dos minerais) e intemperismo (os agentes da atmosfera - os ventos, chuvas - que provocam o processo de erosão).
O gráfico exposto no início do artigo ilustra bem o processo de transformação sofrido pelas rochas, o denominado CICLO DAS ROCHAS.
* Assista o vídeo "MINERAIS E ROCHAS" e compreenda melhor a composição e formação das rochas.

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